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Juiz não pode levar em conta se réu é candidato, diz advogado de Lula

A menos de duas semanas de um julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista, disse ao UOL que a Justiça não pode levar em conta, em um processo criminal, se um réu disputará ou não eleições.

No dia 24, Lula será julgado no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no chamado processo do tríplex. No momento em que o petista lidera pesquisas de intenção de voto para presidente, a confirmação da condenação pode torná-lo inelegível e até mesmo levá-lo à cadeia. Sua defesa questionou o tribunal sobre a "celeridade extraordinária" do processo.

Quando perguntado, em entrevista nesta quinta-feira (11), se não seria melhor que Lula fosse julgado logo por causa da sua intenção de disputar as eleições, Zanin Martins respondeu que não se pode levar "questões externas" ao processo.

"A rigor, o juiz deveria julgar o caso com as provas que constam nos autos, desconsiderando o nome da parte, qual é a posição política do nome da parte e até mesmo se essa parte será candidata a algum cargo eletivo", disse o advogado de Lula.

Segundo ele, o questionamento sobre o andamento do processo do tríplex no TRF-4 não tem a ver com um eventual receio de que o tribunal dê uma decisão desfavorável a Lula, mas devido a uma preocupação com uma quebra de isonomia.

Para o advogado, é desejável que a Justiça dê respostas rápidas, mas "isso não pode acontecer apenas em um caso".

"É uma garantia fundamental: ninguém pode ser tratado de forma diferente pelo Estado", disse. "Então o questionamento feito foi sobre a perspectiva da isonomia e não com a preocupação de um resultado A ou B."



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